quinta-feira, dezembro 3

† Princesa da Egitânia †

No bater concreto do ponteiros do relogio, o Tempo!
Contando horas, dias, semanas e meses levados a pensar,
Num coração meu! Que agora se rasga na saudade
Daquele perfeito sentimento que nasceu nesta cidade,
Cidade eterna forjada sobre pedra e frio
Como o meu sentimento incompleto de eterno amor!
Que me fora injectado no meu peito. A ferro e fogo!
Onde cicatriz de tal sorte premanece, sem nunca desvanecer...
E assim precoro tempo, pensando, sonhando e nunca existindo!
Porque todo o sentimento! Roubou o lugar do meu corpo e da mente,
E sosinho no tempo, ficou apenas o desejar de te encontrar,
Princesa da Egitânia, senhora do meu coração!
Como os traços e os rabiscos de um plano ambicioso,
Que é infalivel, apenas nos meus profundos sonhos
Porque o tempo perdeu a sua razão!
Por te amar perdidamente, como singela princesa!
E foi assim que desde o primeiro dia em que simplesmente te vi,
Que a solidão deixou de existir, e uma chama passou a arder
Mas como posso eu? Alias quem serei eu para dizer algo assim?
Como que poeta, que te ama e chora pode escrever,
Toda esta poesia sem nenhum pequeno argumento!
Talvez razões seja mais vagas que o meu sentimento?
Mas ainda assim quero dizer-te ao ouvido princeza!
Que foi pelos teus olhos de cor profunda como o imenso mar,
Pelos teus labios rosados que desejo beijar,
Por um sorriso sincero e puro de suave menina,
Por cabelos libertos, de suaves ondas e prefumados,
Por algo que nem palavras conseguem explicar,
Por que tu agora és sentimento, destino e sina,
E mesmo que também não sintas, digo com pena
Que tudo é mais forte, e que nunca deixarei de te amar!

**Que um dia Princesa, ao leres estas palavras, descobras finalmente quem és e o que signficas para mim**

quarta-feira, dezembro 2

† Os meus sentimentos †

São como abutres que invadem a noite,
Que devoram almas perdidas e solitárias
Abandonadas nas sombras já sem lume
È como uma Primavera que nunca floresce
E sente cada dia o morrer do sol,
É como um ser que se passeia incólume
Como um principio que nunca terá fim,
Como ser que navega no fio da navalha
Como um rei que nunca terá reinado,
Serão os meus sentimentos assim?
Como um sentimento que da lugar ao Tumulto,
Um sentimento de eterna moradia e lar
Serão assim os meus desejos de Humilhação?
De poeta maltratado que te ambiciona amar?
Serão como rios e cascatas rasgados de paixão?
Serão como sonhos que permutam sobre a mente?
Sentimentos de quem te ama constantemente,
Que simplesmente ambiciona poder-te tocar!
Porque enquanto tiver memoria vou recordar,
E enquanto tiver coração nunca te vou esquecer.
E espero poder conquistar-te, como as estrelas ao céu,
E tocar-te docemente como a ligeira brisa do vento
Apagar as nuvens negras sobre nós como um véu,
E acabar com o sentimento de egoísmo ciumento
Que cerca, este amor profundo e verdadeiro,
Quero assim, como sonho e desejo conquistar-te
Nem que leve um século inteiro...

sábado, novembro 14

† Certezas ou Incertezas †

Olho em volta, e vejo tudo o que sou?
Sou diferente, não me importo...
Não me interresa o que os outros pensam,
Só me interressa o que sinto...
Mas ainda assim, apenas sei que nada sei!
Mas tenho sempre a mesma certeza,
Terei? Juro que sim...
Certeza unica e inviolavel certeza!
Num mundo repleto pela incerteza,
Certezas que me completam,
Sobre sentimentos que vou vivendo!
Certezas sobre alguém!
Certeza que essa pessoa, sabe quem?
Quem é, o que representa...
Nada mais do que harmonia...
Extase, desejo e pura poesia...
Suave paixão e doce ternura,
Que batem no meu peito!
Como o rufar forte de uma bateria....
São certezas ou profundamente loucuras...
Nunca Incertezas, porque adoro o seu jeito,
De menina de sorriso maroto!
De palavras doces e feições suaves, delicadas...
Que me fazem delirar como uma garoto!
São assim certezas, profundamente acarrinhas...
São as certezas de quem se deixou...
Pura e verdadeiramente apaixonar...

quinta-feira, novembro 5

† Palavras Para Alguém †

Palavras que simplesmente voam,
Sobre este papel ao som da chuva,
São suaves melodias que entoam,
Como desejos sobre a tua pele nua,
Quero tocar-te gentil, suavemente,
Tocar-te apenas como a chuva,
Sentir o teu prefume docemente,
Sempre presente como a Lua...
Desejo-te ainda que a sonhar,
Apenas sentimentos quero viver,
Deixa-me libermente, tocar, Amar?
Simplesmente sonhar, sem nunca...
Apenas jamais te dizer!

"Apenas lembra-te daquilo que os meus labios,contaram aos teus ouvidos, num dia em que a coragem foi diferente, e o sentimento mais forte que a Razão"
**Lost Poet**

quarta-feira, novembro 4

† Duvidas que são Certezas †

Era um dia como todos os outros, o sol rasgava por entre algumas nuvens, ainda assim sentia-se o suave calor do Verão que havia terminado. Todo começava de novo, um novo inicio, como sempre nesta vida boémia de um estudante, as historias passadas eram isso mesmo histórias que já nada tinha para contar. Não queria, não procurava apaixonar-me novamente, tinha, alias tenho medo de sofrer novamente.
Mas no momento em que me sentei naquele grupo, e que iniciamos a nossa conversa algo me bateu, pensei que nada fosse a principio, mas as imagens daquele sorriso de criança traquina maquinava constantemente a minha mente e o meu coração, sorriso terno ainda que abundante de um brilho sedutor.
Passaram-se dias, prolongaram-se sorrisos, olhares, conversas e tudo parecia ter um rumo diferente.
Mas a dúvida ainda me consome, será que ela me olha do mesmo jeito que me faz adormecer com a imagem do seu rosto de formas gentis e esbeltas na minha mente.
Que me faz desejar passar todos os segundos na sua companhia será?
Acho que é esta duvida que me faz mal, todos os dias procuro coragem para lhe dizer, que estou perdidamente apaixonado, todos os dias procuro coragem para que os nossos lábios se toquem…
Todos os dias vivo a pensar o que poderia viver, em vez de o viver verdadeiramente…
Mas talvez seja assim a paixão de um poeta, dizer aquilo que sente fazendo a única coisa que sabe…
Escrevinhando e sonhando sobre a vida ou inverso de ir para a rua e simplesmente viver…

quarta-feira, setembro 2

† Sonhos e Beijos †

Eu tremia ao olhar-te, e falecia no desejo,
E assim viajava no mundo dos sonhos,
Querendo-te apenas, amor sincero e puro,
Amor, sentimento de querer colar-me ao teu corpo.
Quantas vezes ficas nua na minha mente,
Quantas vezes adormeço, ao imaginar beijar-te,
E simplesmente, adormeces dócil, sobre o meu peito...
E eu permaneço acordado, delirante, olhando o teu rosto,
Mas eu apenas sonho princesa, apenas sonho contigo,
Dormindo ou acordado, sonho simplesmente contigo...
Mas estás distante, ausente, inatingível...
E ainda assim, suspirante digo-te:
Queria apenas dançar sobre o teu corpo,
Sentir a tua pele sedosa, beijar-te a boca...
Destroçar o mundo sobre os nossos suspiros,
Despertar-te os desejos de felicidade, de ninfa louca...
Mas teimas em fugir, refugiar-te num mundo escondido,
Num mundo simbolizante e só teu...
Onde já mais me deixas entrar, este teu poeta perdido,
Mas, dentro do meu corpo palpita, palavras que quero dizer.
Sobre sonhos e sentimentos que não quero mais esconder,
Por isso entende minha doce Princesa dos meus jardins
Que é dentro de ti que sonho perder-me um dia,
Nós dois num só universo, ridículo de paixão
Enquanto saciamos a nossa fome com intermináveis beijos,
Mas são imagens criadas na minha imaginação...
Continuas distante, impossível, e eu na obscura solidão,
Onde permaneço, porque acredito que um dia beijarei a tua boca!
Agora entendo, que um beijo pode ser tudo...
Mas se não for teu, simplesmente será nunca mais que nada.

terça-feira, setembro 1

† O meu Mundo †

Procuro desesperadamente mas não acho,
Não estou certo, afinal o que procuro?
Será que o posso encontrar?
vasculhei todos os desertos escondidos,
Percorri todo o mundo mas não encontro!
Olho simplesmente o nada, e o nada la encontro...
E eu vagueio por lá,
Poeta Perdido, esquecido pelo mundo fora,
Não sei se existe tal local?
Imagino! Penso? Mas será que vivo nele?
Não sei as respostas...
Nem sequer mais lembro as perguntas...
Procuro o meu mundo, mas nunca vivi nele,
Será que o mundo é o meu mundo?
Não sei, não quero compreender, medo talvez?
Porque este mundo é uma selva...
E já ninguém procura sentimentos de verdade,
Parece que o mundo está morto?
Será essa a minha dura realidade?
Será que as rotinas nos fizeram esquecer?
Que a vida é curta, demasiadamente curta...
Para a passarmos parados, a sofrer?
A que lutar, porque a vida é uma luta...
Talvez procurar a felicidade, nem que seja só...
Para dar o exemplo ao mundo...