quarta-feira, setembro 2

† Sonhos e Beijos †

Eu tremia ao olhar-te, e falecia no desejo,
E assim viajava no mundo dos sonhos,
Querendo-te apenas, amor sincero e puro,
Amor, sentimento de querer colar-me ao teu corpo.
Quantas vezes ficas nua na minha mente,
Quantas vezes adormeço, ao imaginar beijar-te,
E simplesmente, adormeces dócil, sobre o meu peito...
E eu permaneço acordado, delirante, olhando o teu rosto,
Mas eu apenas sonho princesa, apenas sonho contigo,
Dormindo ou acordado, sonho simplesmente contigo...
Mas estás distante, ausente, inatingível...
E ainda assim, suspirante digo-te:
Queria apenas dançar sobre o teu corpo,
Sentir a tua pele sedosa, beijar-te a boca...
Destroçar o mundo sobre os nossos suspiros,
Despertar-te os desejos de felicidade, de ninfa louca...
Mas teimas em fugir, refugiar-te num mundo escondido,
Num mundo simbolizante e só teu...
Onde já mais me deixas entrar, este teu poeta perdido,
Mas, dentro do meu corpo palpita, palavras que quero dizer.
Sobre sonhos e sentimentos que não quero mais esconder,
Por isso entende minha doce Princesa dos meus jardins
Que é dentro de ti que sonho perder-me um dia,
Nós dois num só universo, ridículo de paixão
Enquanto saciamos a nossa fome com intermináveis beijos,
Mas são imagens criadas na minha imaginação...
Continuas distante, impossível, e eu na obscura solidão,
Onde permaneço, porque acredito que um dia beijarei a tua boca!
Agora entendo, que um beijo pode ser tudo...
Mas se não for teu, simplesmente será nunca mais que nada.

terça-feira, setembro 1

† O meu Mundo †

Procuro desesperadamente mas não acho,
Não estou certo, afinal o que procuro?
Será que o posso encontrar?
vasculhei todos os desertos escondidos,
Percorri todo o mundo mas não encontro!
Olho simplesmente o nada, e o nada la encontro...
E eu vagueio por lá,
Poeta Perdido, esquecido pelo mundo fora,
Não sei se existe tal local?
Imagino! Penso? Mas será que vivo nele?
Não sei as respostas...
Nem sequer mais lembro as perguntas...
Procuro o meu mundo, mas nunca vivi nele,
Será que o mundo é o meu mundo?
Não sei, não quero compreender, medo talvez?
Porque este mundo é uma selva...
E já ninguém procura sentimentos de verdade,
Parece que o mundo está morto?
Será essa a minha dura realidade?
Será que as rotinas nos fizeram esquecer?
Que a vida é curta, demasiadamente curta...
Para a passarmos parados, a sofrer?
A que lutar, porque a vida é uma luta...
Talvez procurar a felicidade, nem que seja só...
Para dar o exemplo ao mundo...

quarta-feira, agosto 26

† Ser Diferente, Viver O Orgulho †

Parei demasiado tempo, parei no tempo e no espaço...abandonando tudo o que sabia fazer, tentando mudar quem sou, mudar para melhor ou para pior...Sinceramente não sei, apenas queria uma mudança.
Mas compreendo que não posso mudar quem realmente sou, não posso simplesmente afagar o poeta que reside em mim, sou hoje o que sempre fui, um lobo solitário, um poeta perdido, um ser imperfeito na sua perfeição, não sou a regra, sou a excepção, não o normal sou o anormal, sou diferente, porque marco diferença numa sociedade mundana, estética e fútil, sou um poço de romantismo e sentimentalismo, que todos ignoram, mas sou diferente...
Fico feliz por ser eu o normal, num mundo de anormais...
Perdoem-me as palavras, e a sinceridade ou talvez não? Não me importa sou quem sou, a tua critica é o passeio que me leva ao sucesso...
Obrigado ao mundo por ser como é, e por me dar o orgulho de poder dizer, sou diferente...

quarta-feira, junho 10

Os sorrisos que me Trairam

Abstinência, não será o que tenho feito nos últimos tempos?
Abstinência dos sentidos, das memorias...Um corte profundo comigo mesmo, por muito tentei mudar, mas para que? Ou para quem?
Mudanças radicais, tentando por muito parecer quem não sou, algo que nunca fui.
Não sou um jogador, não sou um Don Ruan, simplesmente sou uma figura estacionaria, um personagem de papel secundário nesta vida, que se traduz num guião de um filmes de segunda categoria, cheio de enredos que ninguém entende.
Onde abundam as traições, onde até o amigo mais próximo espera que simplesmente vires as costas.
Quando te apercebes estás, deitado de peito encostado no chão, respiração ofegante, olhos lacrimejastes, porque afinal tudo foi diferente, nunca ninguém te entendeu, te amou, te respeitou sequer, nesse momento que fazer?
Continuar estendido, chorando e lamentando e tentando desesperadamente que aqueles que assim te deixaram, te dêem a mão afim de te repores novamente.
Engana-te cerra os punhos com força, contas a lágrimas e pede sangue em troca da pureza que perdes-te.
Por isso aqui digo agora, se um dia disseram que era um robô, uma maquina, pois agora serei.
Continuarei a amar, a escrever a ser gentilmente um poeta, mas um poeta vingador, negro como toda a dor e revolta que me consomem...por isso preparem-se que a vingança está próxima...A todos aqueles de sorrisos falsos, preparem-se.

quarta-feira, abril 8

† Sereia ou Anjo †

Porque me olhas-te daquele jeito?
Não sabes que meu coração se derrete...
Diz-me porque és assim, ser tão perfeito...
A quem tudo este pobre poeta promete...
Gosto quando invades o meu mundo derrepente...
E me sinto, febril com a pele arrepiada...
E imagino, agarrar-te, tocar-te suavemente...
A tua sedosa pele, brilhante e bronzeada,
Mas a minha timidez apenas me faz perder...
Coragem é o que me falta para exclamar...
Gritar ao mundo, e saber correr...
Que apenas desejo, os teus lábios tocar...
Desejos da minha mente, e da minha boca,
Sentimentos que se revoltam em mim...
Porque deixas a minha mente sempre louca...
Será o teu charme? Não sei mais, enfim!
Apenas responde-me,e prometo não mais perguntar..
Quantos anjos habitam a escuridão do céu?
Quantas sereias habitam as profundezas do mar?
De que mundo fugis-te, serás anjo ou sereia?
Não serás apenas, jamais meramente mortal...
Porque simplesmente és a perfeição que anseia...
Por Fugir, correr e se libertar...

terça-feira, abril 7

† Vingança †

Agora, tento já sem conseguir,
Escrever-te mil e um poema,
Amar, agora já sem sentir!
E a solidão é o meu lema...
Destino, que já foi escrito,
Porque? Por quem? Já não sei...
Apenas que toda a vida é um conflito...
E um dia simplesmente amei,
O Sentimento que morreu e fracassou,
Deixou entrar outro sentimento...
E porque o amor já passou,
Tudo muda, tudo tem outro alento,
Foi-se o amor, ficou o despreso...
Foi-se o sorriso, e a felecidade,
Agora estou perdido sempre preso...
Companheiro, nas malhas da saudade...
Adoro, sinto desejos de vingança,
E deixo a escuridão entrar...
Porque morre o amor e a esperança...
E porque não quero mais amar...


sexta-feira, março 27

† Tempestade †

Meu corpo, quebrado pela tempestade...
De furacões, de sonhos e fantasia,
E agora sobrivente apenas a saudade,
E morta! Já esquecida a Alegria,
Alma que vagueia agora distante,
Sem sentir uma qualquer sensação...
Porque a dor é assim aglutinante,
Sobre este poeta como maldição...
E assim perdida a Inocencia,
De alma que outrora fora pura...
Acabou, esgotou-se a paciencia,
Porque se vive no limiar da loucura....
Com tantas palavras, um segredo,
Um só sentimento uma só dor...
Num mundo escuro, perdido no medo,
Com tantos sentimentos, um só amor...
E vagueando nesta recta mortal,
Cada vez mais longe do parraisso...
Será esta a poesia final?
Deste pobre poeta sem juizo...
Poeta, que sempre atinge o perder,
Eu que nunca subi ao pódio...
Apenas vou conhecendo o sofrer...
Apenas vou sentindo aquele odio...
Ser, prisioneiro eternamente,
Sobre as malhas da solidão...
Sou o poeta que vive cegamente,
Num mundo meu, da minha ilusão...
Essa ilusão do meu simples mundo,
Fuga, prespicapaz da minha realidade...
Porque apenas no inconsciente sono profundo,
Sou capaz de encontrar a felecidade...

Sonhos Sobre Ti *
**Lost Poet**